One Horse Town

O mesmo entardecer para um novo dia.
A mesma janela, com outra perspectiva.

O mesmo som dos pássaros, com outros ouvidos.
O passado ainda volta nessa pequena cidade,
mas já não bate em minha porta.

Ele sabe onde é o seu lugar. Entretanto
existem alguns dias em que gostaria de
contá-lo o que o futuro daquele tempo
trouxe para o que é hoje.

Me pergunto se seriam as mesmas coisas
que diria, se nossas escolhas fossem outras.

A mesma velha e clichê pergunta do: “E se?”

Não me atenho a ela, mas a cidade pergunta.

E eu não respondo.

Aqui é um lugar ventoso, os ventos
mudam tudo de lugar, mas não movem nada.

Quando retorno, tudo ainda está intacto,
a tal ponto em que se criou um eterno pó.

Eu sei disso, porque toda vez que
aqui retorno, sinto alergia e logo quero
voltar para onde hoje é o meu lugar.

Comentários

Cofundadora e desenvolvedora do site Vida em Equilíbrio, estudante de Filosofia na Universidade Federal de Pelotas.

“Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.
Janelas do meu quarto, do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é…
E se soubessem quem é, o que saberiam? Fernando Pessoa

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