Poemas

A estrada não era mesmo uma reta

Saberiam aquelas paredes o que estavam assistindo?

Me pergunto o que as árvores conversavam naqueles instantes musicais e chuvosos.

Não sem razão, os bancos estavam inquietos… era uma noite estranha.

Meia década se passaria até que uma nova era surgisse de forma completa.

Subestimávamos o tempo e o tempo nos subestimava.

Subestimava a nossa capacidade de guardar e transformar o café doce em amargo.

O desenho em vento.

As palavras em filosofia.

Os passos em estrada.

A porta que esperou tanto tempo não foi a mesma que se abriu para que os novos dias pudessem chegar. Foi outra porta, outra circunstância, os mesmos diferentes e iguais protagonistas.

Observava do lado de fora a luz do freio que se acendia,

A estrada não era mesmo uma reta

Mas eu não sabia

Eu não sabia.

As placas avisam:

Use o freio demais e terminará por destruí-los

Uma hora tudo se esgota, e então,

Se descobre por bem ou por mal,

Que a estrada, no fim das contas, não é uma reta

Mas um escuro labirinto

Que frequentemente atravessamos por instinto

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