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A liberdade é o início e o fim de toda a filosofia.

As estrelas da estrada
observam astutamente
os destinos já traçados.

Mas dizem os cientistas
que não há destino traçado.

Os filósofos gostam de pensar a liberdade.
Eu também.
Deve haver uma forma de compatibilizar…

Eu gosto da ideia para qual lança luzes Arthur Schopenhauer
“Spielraum”, diz ele.
Uma espécie de espaço de manobra.
Um caminho, uma possibilidade de escolha e ação.

Meu caro Schelling fala sobre “Freiheit” (liberdade),
ele ousa dizer que a liberdade absoluta
é também necessidade absoluta.

Necessidade e liberdade
interpenetram-se como um ser único.

E quem escolhe, escolhe por não saber o que quer,
já que se soubesse, não haveria escolha, mas necessidade.

Quem tem a razão?
Não importa.

Schelling diz também que
a liberdade é o início e o fim de toda a filosofia.

A filosofia, por sua vez, pode ser definida
como o amor ao conhecimento.

A liberdade assim pode ser associada ao conhecimento
e dessa forma penso a vida: como a arte de conhecer, de desbravar
de se expandir e contemplar as estrelas.

Mas, como nos lembra Friedrich Nietzsche em Ecce Homo:
“Cada conquista, cada passo em frente no conhecimento
é consequência da coragem, da dureza contra si próprio.”

Não sei se se trata da dureza ou
de apenas um fluir com a vida,
mas sei que se trata de conhecimento e liberdade.

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