A arte, a inspiração, a morte…

Um poema reflexivo sobre A arte, a inspiração e a morte, o personagem se encontra num bloqueio criativo torturante e enlouquecedor..

 
 
plantado frente a folha, sentia a vida lhe fugir,
os dedos desprezavam a velha naturalidade,
que sempre fora, alternativa a…
 
Mas agora, onde foram, onde fora?
Os cantos, em retalhos em cima da cama
Rimbaud, ria em sua temporada no inferno
Tateou o vento, o corvo necrófago, com pedaços de Poe
E Ginsberg uivava poesia, em um beco sem saída…
 
sem entender… os loucos, loucos… riam da divina comédia
 
não há fuga que se honre, não há morte que se preze
só há o cheiro de fogo, só há a fria alma que zela por si
e o corpo que pouco importa…
 
mas tudo, nunca passou do momento, ainda há
os quadros, as folhas, as pobres almas, em branco…
 
a luz é o erro, a escuridão é outro, o equilíbrio é mentira mal, dita…
 
oque lhe cede o sopro inconsciente, no ato de criar, é a arte
uma espécie de deus ou loucura, talvez os dois de mãos dadas,
pairando por épocas, pousando nos ombros de meros hospedeiros,
os artistas…
 
escravos da vontade divina ou insanidade temporária,
a inspiração…
 
que se faz
que se cria
que se paga
que se esvai
que volta
que some
que tudo é para…
que agoniza e tortura…
 
plantado frente a folha, sentia a vida lhe fugir,
os dedos desprezavam a velha naturalidade,
que sempre fora, alternativa a MORTE
 
 

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Sobre o autor

Vinícius Prestes

Vinícius Prestes

Escritor e boêmio, 18 anos, apreciador de música, da clássica ao samba, assíduo leitor de escritores beatniks, aficionado por filmes de máfia, no momento escrevo pra não morrer...