Lucy: Uma visão sobre a existência

Usando apenas 10% da nossa capacidade mental, criamos a linguagem, a filosofia, civilizações, culturas, tecnologia. Imagine se todos acessassem e usassem 100%?! Então, como acessar toda nossa capacidade mental? A resposta está no filme ”LUCY” do escritor e diretor Luc Besson. Nada disso é comprovado pela neurociência, e mesmo que fosse essa ideia não poderia ser liberada para todas as pessoas, pois a maioria é despreparada e não sabe lidar com o ego e muito menos com o poder que temos. Lucy é uma mulher que teve contato com CPH4, uma substância produzida pelas gravidas para dar bum ao crescimento do feto. Ao ingerir grande quantidade dessa nova droga sintética, Lucy passa a desenvolver sua capacidade cerebral. Descobre informações nunca acessadas pelos homens, e atribui o sentido da vida unicamente como processo de transmissão de conhecimento. Então posso dizer que se trata de um filme de ficção cientifica com muita verdade embutida.  Lucy atingi 100 % de sua capacidade mental , e pretende ensinar a uma equipe de neurocientistas tudo o que teve acesso. Vamos ao dialogo esclarecedor:

Impulsos elétricos, cada célula conhece e conversa com todas as outras, elas trocam mil bits de informação por segundo entre si. As células se agrupam formando uma rede de comunicação entre si, gigantesca, que por sua vez forma a matéria. As células se reúnem, assumem uma forma, se deformam do jeito que quiser, não faz diferença, é tudo igual. Os humanos se consideram únicos, então basearam toda sua teoria de existência em sua singularidade, 1 é a sua unidade de medida, mas não é. Todos os sistemas sociais que criamos são apenas esboços, 1 + 1 = 2 é só o que apreendemos, mas 1 + 1 nunca foi igual a 2. Na verdade não existem números, nem letras, codificamos nossa existência para reduzi-la ao tamanho do homem, para deixa-la compreensível. Criamos uma medida para podermos esquecer sua insondável escala. Filmem um carro correndo em uma estrada, acelerem a velocidade da imagem infinitamente e o carro desaparece. Então que prova temos de sua existência? O tempo dá legitimidade a sua existência. O tempo é a única unidade real de medida. Ele é prova da existência da matéria. Sem o tempo não existimos. 

Todo esse conhecimento. Não sei se a humanidade está preparada para ele. Somos movidos pelo poder e o lucro. Diante da natureza humana, pode nos trazer apenas instabilidade e caos. A ignorância trás o caos, não o conhecimento.  Lucy, Sem o tempo, não existimos (8/10)

lucy-10pct-screenshot

Lucy diz: “Não há sentimentos de dor, medo, desejo. Tudo que faz um humano desaparece.” Entendo isso como, tudo que é do ego desaparece, pois tendo um acesso à totalidade do Ser, vive-se na essência do Ser, vive-se toda a verdade e não mais armadilhas do ego.

Ao se aproximar de 100% de sua capacidade, ela compreende, e vivencia, a base da teoria quântica e também espiritual. Somos todos um e todo tipo de separação é ilusória. Para quem não concorda com nada disso, no mínimo o filme é muito válido e muito filosófico, pois nos tira da ilusão da vida mundana e nos faz pensar: “A vida nos foi dada a milhões de anos, e o que fizemos com ela?” O que, nós, seres humanos, fizemos do planeta? Da nossa vida?

A vida nos foi dada há bilhões de anos, agora já sabem o que fazer com ela.” (Lucy)

 

 Qual sua visão a respeito de tudo isso?! Afinal tudo o que realmente criamos para explicar a existência é ilusório?! Será que realmente reduzimos a realidade para a nossa compreensão?  Vale a pena pensar e discorrer sobre isso.

Comentários

Comentários

Sobre o autor

Matheus John

Matheus John

Matheus John, 21 anos, natural de Ponta Grossa- Paraná. Atualmente cursando Ensino Superior em Licenciatura Filosofia pelo Instituto de Ensino Superior Sant'Ana. Colaborador do projeto de extensão na área de Literatura Existencialista e Filosofia Classica . Colaborador Projeto de Extensão UEPG: Nietzsche e David Foster: Niilismo e nova sinceridade