O insulto só funciona se você beber o veneno

Frequentemente  vemos pessoas abaladas por terem recebido algum tipo de insulto ou crítica. É verdade que vivemos em tempos onde muitos julgam sinceridade, aquilo que não passa de grosseria e estupidez. No entanto, tendo em vista que não podemos mudar a maneira como os outros agem, devemos analisar a maneira como os insultos chegam até nós. Afinal, se o insulto não passa de uma inverdade, feita por alguém que nada sabe sobre você, não há um bom motivo para se preocupar.

O problema é que nos preocupamos.

Nos preocupamos muito, com tudo.

Por algum motivo, desenvolvemos a necessidade de agradar a todos, e, quando não conseguimos, ficamos frustrados – Certamente, não podemos generalizar, mas pensemos na maioria – Porém, não há nada mais danoso para o espírito humano do que viver a vida a partir do externo, a partir do que os outros pensam.

O mundo vê apenas aquilo que transparecemos, ele verá nossa roupa, a cor do cabelo, o nosso peso, o que dizemos, mas nunca aquilo que está por trás de tudo isso, ou seja, a consciência que construimos de nós mesmos.

A sua vida, depende absolutamente de você, só você pode se construir da maneira que é adequada ao seu estilo.

Liberte-se, você pode criar a si mesmo. É possível ir muito além do limite imposto.

Eu poderia viver recluso numa casca de noz e me considerar rei do espaço infinito.” (William Shakespeare)

A ideia, em suma, é que você deve viver por aquilo que você é, pois independentemente de onde esteja, sempre estará consigo mesmo, não há como fugir. Você pode viver constantemente em festas, rodeado de pessoas, e assim evitar o contato com seus pensamentos, mas nada disso irá bastar.

No final, você é aquilo que a sua cabeça determinar.

A personalidade não está submissa ao destino e nem pode ser tomada de nós.” Disse Arthur Schopenhauer em sua obra “Aforismos para a sabedoria de vida“.

Portanto, se o desejo é dedicar-se a algo, dedique-se a você mesmo, trabalhe na manutenção de suas capacidades, não viva para satisfazer a vontade que o mundo parece ter para você, não para evitar julgamentos.

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Sobre o autor

Isadora Tabordes

Isadora Tabordes

Cofundadora e desenvolvedora dos sites Vida em Equilíbrio e Demasiado Humano, estudante de Filosofia na Universidade Federal de Pelotas. Apaixonada por diversas áreas do conhecimento.