O Soneto da Fidelidade

Eis aqui um soneto de Vinicius de Moraes, publicado no livro “Antologia Poética”.

Soneto de Fidelidade

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

Neste soneto, Vinicius de Moraes fala sobre o amor. Ele valoriza seu sentimento pela pessoa amada e diz querer zelar por ele independentemente das circunstâncias. Porém, ele sabe que mesmo com todo o amor também existirão momentos difíceis mas que mesmo diante dos desafios seu sentimento não acabará.

O poeta quer viver esta paixão intensamente, aproveitando ao máximo cada momento enquanto ela persistir. Ele sabe que o amor não vai durar para sempre por isto o compara a uma chama pois esta também finda.


Este soneto nos faz refletir sobre o quanto somos vulneráveis aos nossos sentimentos e às situações que nos rodeiam. Uma hora se está muito apaixonado por alguém e outra hora as circunstâncias podem fazer com que este amor vá diminuindo até morrer. Ou como é dito no poema, nós é que podemos morrer a qualquer momento.

Por isso, devemos sentir tudo o que vida pode nos proporcionar, alegria ou tristeza, prazer ou dor. Aproveitar o presente enquanto ele está nas nossas mãos e não nos preocupar com o futuro. Agarrar todas as oportunidades pois numa delas pode estar nossa chance de ser feliz!

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Sobre o autor

Lais Nascimento

Lais Nascimento

Mineira de Guaxupé, 26 anos, biomédica.
Amo a área da saúde mas também tenho grande interesse em psicologia e comportamento humano.