Permita-se se apaixonar!

Mesmo que nós não tenhamos o desejo de nos apaixonar, estamos sujeitos a isso. Se apaixonar é correr um risco imenso. Se envolver com alguém exige uma doação, a disposição de amar e aceitar a outra pessoa, consciente de que nem sempre ela irá te agradar, e, algumas vezes poderá lhe dizer palavras que venham a te machucar, afinal, é um ser humano.

Também serão necessárias muitas renúncias. Para bem conviver com o outro será preciso deixar alguns hábitos de lado, e adquirir outros. Teremos que ceder em algumas situações… PREPARE-SE…

E é por esses motivos e mais tantos outros que se costuma ouvir dizer que não é fácil relacionar-se, e que apaixonar-se é para os fortes.

E, como é difícil assumir para o outro que sentimos sua falta. Que precisamos de sua presença, de seu toque, seu olhar, não é mesmo? Depois de se machucar tantas vezes, ficamos receosos em demonstrar afeto a alguém. Sentimos medo de ser rejeitados novamente, e até mesmo medo do que o outro poderá fazer com o amor que estamos doando. É difícil confiar novamente.

De acordo com Jacques-Alain Miller: “Alguns sabem provocar o amor no outro, os serial lovers – se posso dizer – homens e mulheres. Eles sabem quais botões apertar para se fazer amar. Porém, não necessariamente amam, mas brincam de gato e rato com suas presas. Para amar, é necessário confessar sua falta e reconhecer que se tem necessidade do outro, que ele lhe falta. Os que creem ser completos sozinhos, ou querem ser, não sabem amar. E, às vezes, o constatam dolorosamente. Manipulam, mexem os pauzinhos, mas do amor não conhecem nem o risco, nem as delícias”.

Apesar de todos esses riscos, medos e inseguranças, em nosso interior sentimos que vale a pena se permitir experimentar esse sentimento. É uma sensação tão boa e tão prazerosa que é capaz de dar cor aos nossos dias e suavizar a nossa própria existência.  Estar apaixonado faz bem à nossa mente e ao nosso corpo, sobretudo quando somos correspondidos. Só não devemos permitir que a paixão nos impeça de enxergar a realidade, ou que coloque a nossa vida e nossos sonhos pessoais em segundo plano. O “Nós” só existe porque primeiro há o “Eu” assim como o “Ele/Ela”, ou seja, temos nossa individualidade, e ela deve ser respeitada no relacionamento.

Se apaixonar pode trazer sofrimento? Sim, da mesma forma que muitas outras coisas nessa vida também podem gerar sofrimento. No filme “O fabuloso destino de Amèlie Poulain”, há uma frase que diz: “Você não tem ossos de vidro, portanto, pode suportar o mundo. Se você deixar escapar essa oportunidade, com o tempo o seu coração vai se tornar tão seco e quebradiço quanto os meus ossos.” Portanto, independente do que você viveu até hoje, se permita viver novas experiências e arrisque-se!

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Sobre o autor

Izabela Aparecida Felisberto

Izabela Aparecida Felisberto

Natural de Chavantes-SP, Distrito de Irapé, interior de SP. Formada em Administração de Empresas pela Faculdade Estácio de Sá, Câmpus de Ourinhos. Estudante de psicologia, 24 anos, me interesso por tudo que se relaciona às diversas facetas do ser humano, sobretudo o seu desenvolvimento e melhoria de qualidade de vida. Amante da literatura, leio tudo o que for possível... de romances a rótulos de produtos! A escrita e o artesanato são algumas de minhas terapias. Me apaixono diariamente... pela vida!