Quanto tempo você tem?

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Musica: Paradise, Coldplay

Acostumados em  falar somente sobre as coisas negativas da vida, vamos aos poucos se esquecendo daquelas que fazem cada segundo valer a pena. Aos poucos vamos perdendo a docilidade de ver beleza nas coisas simples do nosso dia a dia, vamos nos esquecendo dos momentos de felicidade, dos momentos que trazem prazer e nos enchem de alegria. Preocupados em produzir bens matérias deixamos de lado o por do sol, a fogueira com violão, o cinema com as pessoas que amamos e até mesmo aquele almoço em família nos domingos. Felizes são aqueles que ainda olham o mundo como uma escola, porque esses fazem da vida um processo de aprendizagem.
Estamos no Século XXI e nossa produção cientifica e tecnológica estão a todo vapor, mas quando olhamos para as relações humanas ficamos um tanto que constrangidos. Talvez seja necessário avançar no quesito humanidade, porque não adianta ter vários diplomas pendurados em nossas paredes e não ter paz de espirito, não conseguir trocar palavras com outra pessoa por mais de 5 minutos e raramente possuir tempo para amar. As vezes nos perguntamos: O que fizemos da nossa existência? Robin Williams no filme Sociedade dos Poetas Mortos, expressou um sentimento  dizendo:
”Garotos, vocês devem se esforçar para encontrar suas próprias vozes. Porque quanto mais vocês esperarem para começar, menos provável que vocês possam encontrá-la. Thoreau disse: “A maioria dos homens leva uma vida de desespero silencioso”. Não se rebaixem a isso. Saiam!”
Como é fácil encontrar pessoas em um desespero silencioso, afogadas pela ganância e pela vaidade, presas ao medo e aos bens materiais. Sem amigos, sem esperança e  sem vontade, essas pessoas aos poucos vão deixando de viver.. Já dizia Benjamin Franklin: Algumas pessoas morrem aos 25 e não são enterradas até os 75!  Viver! Precisamos aprender a viver com aquilo que temos, com as pessoas que amamos. Tem gente que sempre deixa para o amanhã,mas ele nunca chega  e assim a vida vai passando pelo vão dos dedos, sem alegria, sem sorrisos e sem amor.

”Não lemos e escrevemos poesia porque é moda. Lemos e escrevemos poesia porque fazemos parte da raça humana. E a raça humana está impregnada de paixão. Medicina, Direito, Administração, Engenharia, são atividades nobres, necessárias à vida. Mas a poesia, a beleza, o romance, o amor, são as coisas pelas quais vale a pena viver”

 

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. E deixamos de lado a  unica regra: Aproveitar a vida , pois ela tem momentos únicos.
Necessitamos da liberdade de sentir a vida e  não só vê-la correr entre nossos dedos, pois ela corre, some e nunca voltará mais.  Aproveitar a vida não é nos iludir, mentir, fazer o que bem entender para conseguir o que queremos. Aproveitar a vida é viver tudo o que podemos na sua puríssima verdade e nisso encontrar a felicidade. Fechar os olhos e nos perguntar : “O que sou?  O que posso?  O que me faz feliz?”, depois viver…

Quanto tempo você tem?

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Sobre o autor

Matheus John

Matheus John

Matheus John, 21 anos, natural de Ponta Grossa- Paraná. Atualmente cursando Ensino Superior em Licenciatura Filosofia pelo Instituto de Ensino Superior Sant'Ana. Colaborador do projeto de extensão na área de Literatura Existencialista e Filosofia Classica . Colaborador Projeto de Extensão UEPG: Nietzsche e David Foster: Niilismo e nova sinceridade