Filosofia

Se eu pudesse levar apenas uma coisa para uma outra vida

   Diante da suposição da possibilidade de levar apenas um elemento da construção de nossas vidas para uma outra existência, não pestanejaria na escolha, levaria aquilo que consiste na maior preciosidade humana, a saber, aquilo para o qual as mais antigas filosofias já lançavam luzes.

   Considere que você precisa escolher algo que pudesse lhe ser importante nas mais diversas situações, algo que fosse uma ferramenta, não para a modificação do externo, mas do interno.

   Aquele que vê tudo que há para ser visto, talvez já tenha entendido: Filosofia! É… Filosofia! E agora, talvez você esteja pensando que tentarei levar comigo, para a vida hipotética, vários livros de filosofia, várias investigações filosóficas, ou, que estou tentando fervorosamente absorver o máximo de conhecimentos filosóficos possível nessa vida para que se tornem parte de mim. Não… não é disso que falo, eu falo daquilo que forma a filosofia o que ela é, eu falo da postura filosófica diante do mundo.

   Eu falo do amor à sabedoria, ou seja, precisamente do significado do termo “(amor)filo-sofia(sabedoria)”. Eu levaria comigo, portanto, a consciência de que o conhecimento é o melhor caminho para trilhar, afinal com esse elemento em mente, estaria tranquila de encontrar as melhores formas de viver onde quer que fosse.

   A consciência do conhecimento, no entanto, como todas as coisas em nossas vidas, precisa de estímulo, de combustível para manter sua chama acessa e bela. Por isso, escrevo esse texto; para manter a minha e a sua chama acessa para o conhecimento, para servir de posto de abastecimento para que você continue a sua jornada nessa vida, não em outra, uma vez que se você mantém o pensamento firme o suficiente para poder querer levar essa consciência para outra vida hipotética, é sinal de que a sua clareza para essa vida vai bem.

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