Literatura

Simplicidade é uma postura do espírito diante da vida

“Passei por muita coisa na vida e agora penso que encontrei o que é necessário para a felicidade. Uma vida tranquila e isolada no campo, com a possibilidade de ser útil à gente para quem é fácil fazer o bem e que não está acostumada que o façam; depois trabalhar em algo que se espera ter alguma utilidade; depois descanso, natureza, livros, música, amor pelo próximo – essa é a minha ideia de felicidade.”

Essas foram as palavras do escritor russo Lev Tolstói, mas no meio delas consigo encontrar um pouco de mim. Descanso, natureza, livros, música, amor… Todas me parecem coisas pelas quais se vale a pena viver. Talvez porque sempre me senti verdadeiramente conectada comigo e com a vida em instantes simples, tal como sentar embaixo de uma árvore, acompanhada de um café e de um livro e, de preferência, com a moto estacionada ao lado depois de um passeio na estrada ensolarada.

O ideal da simplicidade perambulou pelas mentes de grandes autores da literatura e da filosofia, os quais deixaram belas marcas de suas pegadas nesse caminho para aqueles que visualizam na conexão verdadeira com as coisas, uma forma de felicidade. Entretanto, mesmo assim, a simplicidade ainda é frequentemente mal compreendida, porque a entendem como uma forma de limitação, pobreza e até como um desprendimento da realidade, mas simplicidade, na minha mais humilde perspectiva, não parece ter nada a ver com essas características, talvez não tenha nada a ver com possuir ou não possuir bens, mas na forma como nos relacionamos com eles. Simplicidade é uma postura do espírito diante da vida.

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