Um curta para refletir sobre nosso modo de viver a vida

Como você acabou de ver, a curta nos conta a história de Dechen, um monge budista tibetano em processo de treinamento. O personagem tem uma grande paixão pela jardinagem, e no vídeo podemos ver como ele planta uma flor, a observa e cuida da mesma com muito carinho e total dedicação. Se prestarmos bem atenção, notaremos que isso nos ensina que é fundamental parar de interferir no que é natural se quisermos evoluir e crescer. Pois, apesar de todos os cuidados desprendidos, a planta vai perdendo a força. No momento em que o pequeno monge leva a sua bela flor para o interior do templo, a flor começa a murchar, provocando uma grande incompreensão e tristeza em Dechen.

Dechen não consegue aceitar e entender tal situação, e por esse motivo, o monge principal, Angmo, vê-se obrigado a intervir e tentar ensinar ao seu pupilo um pouco sobre a vida.

Então, a partir da sabedoria de seu mestre, nosso protagonista consegue compreender que ao eliminar a necessidade de poder e de controle, sua flor começa a renascer.

 A partir disso, pensemos em nossas vidas, trocamos as peças de lugar e em vez de falar sobre a flor, podemos falar de um projeto de vida, de nossos filhos ou de nosso relacionamento amoroso, nossos sentimentos, nossas emoções ou nossa capacidade de aproveitar a vida.

Será que não estamos gostando excessivamente de controlar as situações? Será que não estamos submersos na ilusão de que podemos, de fato, controlar todas as coisas da vida? Às vezes, esquecemos de que mesmo que tenhamos planejado tudo, nem todas as coisas sairão como esperávamos, então, esquecendo disso, nos desiludimos e sofremos. Dores que evitaríamos se tivéssemos a consciência de que não podemos estar totalmente seguros sempre de que o que queremos fazer e o que decidimos vai dar certo.

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Sobre o autor

Demasiado Humano

Demasiado Humano

"A sabedoria não se transmite, é preciso que nós a descubramos fazendo uma caminhada que ninguém pode fazer em nosso lugar e que ninguém nos pode evitar, porque a sabedoria é uma maneira de ver as coisas."
Marcel Proust