Um gol da arte – Silvero Pereira

Deixe ele dançar na esquina de casa.

Deixe ele sambar na escadaria da praça.

Deixe ele ser ele, ela, quem bem entender.

Deixe ele cantar com a alma alegre e séria.

Deixe ele cantar na praia, na fazenda, na feira.

Ele é Pereira.

Ele é Silvero.

O cara da voz de seda.

O gol de placa que a arte nos deu.

Deixe o cara ser Elis, Maria, Almodóvar.

Deixa o cara ser riso, ser drama, ser sexo.

Deixe o cara abanar o cabelo.

Deixe o cara ser mordomo, motorista, feirante.

Deixe o cara do riso sereno.

Do corpo pequeno.

Da alma gigante.

O cara da luz que não apaga, não queima,

não cega e nunca, nunca, mas nunca: Se apequena.

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